Banco Central eleva o padrão de cibersegurança: março de 2026 marca um novo ciclo regulatório para o sistema financeiro

Novas regras do Banco Central reforçam a cibersegurança no sistema financeiro a partir de março de 2026, exigindo pentest obrigatório, gestão contínua de vulnerabilidades e governança tecnológica estruturada para bancos, fintechs e cooperativas.

GESTÃO DE RISCO CIBERNÉTICOREGULAÇÃO E COMPLIANCE

2/9/20262 min read

A partir de março de 2026, entram em vigor novas exigências publicadas pelo Banco Central do Brasil que reforçam os requisitos de cibersegurança e gestão de riscos tecnológicos das instituições financeiras brasileiras.

Mais do que uma atualização normativa, o movimento representa um amadurecimento regulatório. O Banco Central deixa claro que segurança digital não é um tema operacional isolado — é componente essencial da estabilidade do Sistema Financeiro Nacional.

O que está por trás da decisão

O avanço acelerado da digitalização financeira, o crescimento do Pix, das fintechs e das integrações via APIs ampliaram a superfície de ataque das instituições. Em paralelo, o aumento da sofisticação dos ataques cibernéticos elevou o risco operacional e reputacional.

As novas normas reforçam três objetivos centrais:

  • Aumentar a resiliência operacional;

  • Padronizar práticas de governança tecnológica;

  • Reduzir risco sistêmico decorrente de incidentes cibernéticos.

A diretriz é clara: instituições autorizadas a operar pelo Banco Central precisam comprovar estrutura, método e capacidade técnica contínua.

Quem será impactado

As exigências atingem:

  • Bancos;

  • Fintechs;

  • Cooperativas de crédito;

  • Instituições de pagamento;

  • Demais entidades reguladas pelo BC.

Independentemente do porte, todas deverão demonstrar maturidade na gestão de riscos cibernéticos.

Principais exigências práticas

Entre os pontos mais relevantes estão:

✔ Testes de invasão obrigatórios (Pentest)

Os pentests deixam de ser recomendação e passam a ser componente regulatório formal. Devem ser conduzidos por empresas especializadas, com relatório técnico estruturado e plano de remediação documentado.

✔ Gestão contínua de vulnerabilidades

Não basta identificar falhas: será necessário monitorar, priorizar e registrar o tratamento das vulnerabilidades de forma recorrente.

✔ Governança tecnológica estruturada

Definição clara de responsabilidades, supervisão da alta administração e política formal de segurança cibernética.

✔ Planos de continuidade e resposta a incidentes

Protocolos testados, planos de recuperação e capacidade de resposta coordenada.

✔ Monitoramento e rastreabilidade

Ambientes críticos devem possuir mecanismos de detecção e registros auditáveis.

Tendência global

O movimento brasileiro acompanha referências internacionais como o framework do National Institute of Standards and Technology (NIST), a International Organization for Standardization (ISO 27001) e o Digital Operational Resilience Act (DORA), que reforçam a integração entre governança, tecnologia e gestão de riscos.

A mensagem regulatória é convergente: segurança precisa ser mensurável, testável e continuamente aprimorada.

O impacto para o mercado

Para grandes instituições, as mudanças representam fortalecimento e consolidação de estruturas já existentes.

Para fintechs e cooperativas menores, o desafio é estrutural:
investimento técnico, formalização de processos, produção de evidências e adaptação dentro do prazo.

O custo de conformidade tende a aumentar. Porém, o custo da não conformidade — financeiro, reputacional e regulatório — é significativamente maior.

A perspectiva da Sidkron

O novo cenário exige mais do que ferramentas. Exige método.

A atuação da Sidkron na gestão de risco cibernético integra:

  • Pentest técnico com relatório executivo;

  • Gestão contínua de vulnerabilidades;

  • Estruturação de evidências para auditorias;

  • Apoio à governança tecnológica;

  • Programa estruturado de gestão de risco cibernético.

Nosso foco não é apenas identificar falhas, mas reduzir exposição real e preparar a instituição para sustentar maturidade regulatória.

Conclusão

Março de 2026 não representa apenas o início de vigência de uma norma. Marca a consolidação de um entendimento: cibersegurança é pilar da estabilidade financeira. Instituições que tratarem o tema de forma estratégica estarão não apenas em conformidade — estarão mais resilientes, competitivas e confiáveis.