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Hospitais e clínicas estão na mira: por que a gestão de exposição a risco cibernético virou prioridade na saúde
Gestão de risco cibernético para hospitais, clínicas e operadoras de saúde: entenda como reduzir a exposição digital, cumprir a LGPD e proteger dados sensíveis com pentest e monitoramento contínuo.
GESTÃO DE RISCO CIBERNÉTICO
2/3/20253 min read


A transformação digital na saúde trouxe eficiência, integração de dados e agilidade no atendimento. Mas trouxe também uma nova vulnerabilidade: a exposição cibernética ampliada.
Hospitais, clínicas e operadoras de planos de saúde passaram a operar com prontuários eletrônicos, sistemas integrados, telemedicina, APIs com laboratórios, plataformas de faturamento e aplicações em nuvem. Cada integração representa um ponto potencial de entrada para ataques.
Nos últimos anos, o setor de saúde tornou-se um dos mais visados por criminosos digitais no mundo. O motivo é simples: dados médicos possuem alto valor no mercado ilegal e a indisponibilidade de sistemas hospitalares pode gerar impacto imediato na operação — o que aumenta a pressão por pagamento em casos de ransomware.
Por que a saúde é um alvo prioritário
Diferente de outros setores, a saúde reúne três fatores críticos:
Dados sensíveis (informações clínicas e financeiras);
Operação ininterrupta (plantões, UTI, centros cirúrgicos);
Infraestrutura tecnológica heterogênea (sistemas novos integrados a sistemas legados).
Além disso, a responsabilidade legal é elevada. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais classifica dados de saúde como sensíveis, exigindo padrões rigorosos de segurança e governança.
A indisponibilidade de um sistema hospitalar não gera apenas prejuízo financeiro — pode impactar diretamente o atendimento ao paciente.
O risco invisível: exposição digital não monitorada
Grande parte das organizações de saúde investe em antivírus, firewall e backup. No entanto, isso não responde à pergunta central:
Qual é o nível real de exposição cibernética da instituição hoje?
A superfície de ataque inclui:
Portais expostos na internet;
Subdomínios esquecidos;
Certificados vencidos;
Sistemas de terceiros integrados;
Credenciais vazadas na deep web;
Aplicações web com falhas exploráveis.
Sem uma visão estruturada de exposição, a organização opera no escuro.
O impacto de um incidente no setor de saúde
Um ataque pode gerar:
Paralisação de atendimento;
Vazamento de prontuários;
Notificação à ANPD;
Danos reputacionais;
Ações judiciais;
Perda de contratos com operadoras.
O custo não é apenas técnico. É institucional.
E, na saúde, reputação é ativo crítico.
A mudança de paradigma: da proteção reativa à gestão de exposição
O setor está migrando de uma postura baseada apenas em proteção perimetral para uma abordagem estruturada de gestão de risco.
Isso significa:
Mapear ativos expostos;
Identificar vulnerabilidades reais;
Simular ataques controlados (pentest);
Priorizar correções com base em impacto;
Produzir evidências de conformidade;
Monitorar continuamente a superfície digital.
Essa mudança exige método.
Onde entra a Gestão de Exposição de Risco Cibernético (GCEC)
A Gestão de Exposição de Risco Cibernético (GCEC) estrutura essa visão de forma integrada.
No contexto da saúde, o GCEC permite:
Identificar ativos críticos que sustentam atendimento e faturamento;
Realizar pentests direcionados a aplicações sensíveis;
Mapear exposição externa antes que ela seja explorada;
Reduzir risco regulatório associado à LGPD;
Criar evidências técnicas para auditorias e certificações.
Mais do que um serviço pontual, trata-se de um programa contínuo de redução de risco.
O desafio para hospitais e clínicas
Organizações menores muitas vezes não possuem equipe interna especializada em segurança ofensiva ou gestão estruturada de risco.
Já hospitais de maior porte enfrentam complexidade operacional e múltiplos fornecedores de tecnologia.
Em ambos os casos, a ausência de uma gestão consolidada de exposição aumenta a probabilidade de incidentes.
Segurança como continuidade assistencial
Na saúde, cibersegurança não é apenas proteção de dados.
É garantia de continuidade assistencial.
É preservação de confiança.
É sustentabilidade institucional.
A pergunta estratégica deixa de ser “estamos protegidos?” e passa a ser:
Qual é o nosso nível de exposição real — e como estamos reduzindo esse risco de forma estruturada?
Organizações que adotam uma abordagem contínua de gestão de exposição não apenas reduzem probabilidade de incidentes, mas fortalecem governança, compliance e credibilidade perante pacientes, parceiros e reguladores.
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